É importante distinguir entre um desequilíbrio temporário na comunicação e um desequilíbrio persistente e sistémico.
Este hábito destrói a amizade / foto depositphotos.com
O psicólogo americano Mark Travers nomeou um hábito que destrói a amizade na idade adulta.
“Nenhuma amizade saudável é construída com base num equilíbrio estrito de 50/50 em cada momento. A vida muda e há alturas em que uma pessoa está mais empenhada, assume mais responsabilidades ou precisa de mais apoio. No entanto, é importante distinguir entre um desequilíbrio temporário e uma tendência estável e sistémica”, alerta o especialista no seu artigo para a Forbes.
Segundo ele, acontece que uma pessoa escreve sempre primeiro, ouve sempre, está sempre perto, enqto a segunda pessoa está sempre “no processo”, “demasiado ocupada” e mais frequentemente tira do que dá. A principal razão para isso é um hábito impercetível que pode destruir a amizade ao longo do tempo – a falta de reciprocidade, disse o psicólogo.
Ao mesmo tempo, Travers nomeou três sinais de que é a falta de reciprocidade que afecta a srelação e destrói gradmente a amizade:
A comunicação transforma-se num jogo de “zero”. Se um amigo não entra em contacto, é fácil de detetar. Mas é mais difícil reconhecer uma sitão em que parece haver comunicação, mas algo está errado. Qdo não há reciprocidade, o corpo sente-o primeiro: as conversas deixam de ser gratificantes e começam a cansar. Depois das reuniões, sente-se vazio, há uma irritação escondida sem uma razão clara. Com o tempo, torna-se claro: uma relação em que se dá constantemente mais do que se recebe é vista como difícil.
Os limites dele são mais importantes do que os seus. Surge um problema qdo os limites só funcionam num sentido. Por exemplo, um amigo pede-lhe para não lhe tocar qdo está a passar um mau bocado, e você respeita isso. Mas qdo você precisa de espaço, ele leva isso a peito. Ou uma pessoa recusa constantemente reuniões, invocando o seu tempo pessoal, mas espera que esteja disponível qdo precisa de si.
Sente-se invisível apesar da constante socialização. Qdo um amigo fala sobretudo de si próprio, não faz perguntas, não se lembra de pormenores; qdo partilhamos algo importante – e a conversa volta para ele; qdo estamos constantemente a comunicar, mas qe não somos ouvidos – nesses momentos, há um sentimento de invisibilidade. E é este o ponto mais frequente a partir do q a amizade começa a desfazer-se.
Recordemos que, anteriormente, o psicólogo chamou aos sinais como distinguir o amor verdadeiro da ilusão.

