Porque é que o silêncio de um parceiro é mais assustador do que um grito alto: dicas para casais

Muitos casais enfrentam um momento em que as palavras perdem o seu peso e significado.

O silêncio entre as pessoas cresce como uma bola de neve, engolindo todas as tentativas de diálogo, relata um correspondente da .

Os psicólogos observam que ignorar magoa mais profundamente do que um conflito aberto. A pessoa sente-se invisível, como se as emoções não tivessem valor.

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Esta parede fria ergue-se gradualmente, impercetivelmente para os participantes da vida. Primeiro desaparecem as conversas, depois desaparecem as perguntas sobre o dia anterior.

Os especialistas acreditam que a distância se torna uma reação ao ressentimento acumulado. O parceiro deixa de acreditar que será ouvido corretamente e sem distorções.

A falta de resposta é percebida pelo cérebro como um sinal de perigo para a comunicação. O instinto interpreta a solidão no seio do casal como uma ameaça à sobrevivência.

Em vez de discutir o problema, as pessoas optam pela estratégia de se fecharem em si próprias. Isto cria a ilusão de paz, embora a tensão e os ressentimentos se mantenham no interior.

A mulher pensa que o homem perdeu o interesse e o homem pensa que está a ser criticado. Ambos estão errados porque só vêem a ponta do icebergue.

Para restabelecer o contacto é preciso coragem e vontade de ver a dor do outro. Temos de deixar de nos defender e começar a ouvir sem preparar o discurso.

Muitas vezes, os parceiros têm medo que a conversa se transforme num ciclo de acusações mútuas. Este medo paralisa a vontade e provoca o silêncio no amor.

O especialista aconselha a começar com pequenos passos para devolver a confiança através de acções. Por vezes, basta perguntar como correu o dia e não interromper.

É importante perceber que o silêncio nem sempre significa o fim da história da relação. Por vezes, é uma pausa necessária para repor o estado emocional.

No entanto, a ignorância prolongada destrói a base do respeito entre as pessoas. É mais difícil recuperá-lo mais tarde do que evitar a perda antecipadamente.

A fome emocional faz com que as pessoas procurem a compreensão à margem ou se fechem. Isto cria um círculo onde todos se sentem vítimas das circunstâncias.

A verdadeira intimidade nasce em momentos de vulnerabilidade junto do outro. Sem esta condição, a união torna-se um contrato de coabitação.

Muitos casais vivem perto um do outro, mas continuam a ser estranhos no espaço de um apartamento. Partilham a vida quotidiana, mas não partilham pensamentos e sentimentos profundos.

A tomada de consciência do problema chega tarde, quando o hábito do silêncio se torna mais cómodo. É preciso captar o momento em que o olhar do parceiro fica em branco.

Trabalhar numa relação requer atenção, como cuidar de um jardim vivo. A preguiça da alma leva a que os sentimentos sequem sem serem regados.

Cada dia oferece uma oportunidade para derrubar o muro da indiferença com uma palavra ou um gesto. O amor só vive onde é alimentado pelo diálogo e pelo interesse.

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