O desaparecimento do desejo de partilhar notícias torna-se o primeiro sinal de distância.
O parceiro transforma-se num vizinho, com quem é apenas conveniente fazer a vida quotidiana, relata o correspondente do .
Os psicólogos salientam que a indiferença é mais assustadora do que a raiva, porque a raiva implica participação. Quando não nos importamos, isso significa que a pessoa deixou de ser importante.
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Os planos para o futuro deixam de incluir a palavra “nós”, sendo substituídos por um cauteloso “eu”. A mente subconsciente já tomou uma decisão que a mente consciente tem medo de expressar.
O contacto físico é minimizado ou torna-se um ritual antes de dormir sem faísca. O corpo reage à falta de química antes de o cérebro se aperceber da perda.
As críticas tornam-se sarcásticas e dirigidas à personalidade e não às acções. Deixamos de valorizar as vulnerabilidades de um ente querido.
Os especialistas aconselham a prestar atenção à forma como passam o vosso tempo livre juntos. Se cada um procura algo para fazer separadamente, então a ligação enfraqueceu consideravelmente.
As recordações do passado perdem o seu calor e passam a ser vistas como a história da vida de outra pessoa. O riso das piadas partilhadas desaparece, dando lugar a um silêncio educado.
O desejo de ser simpático desaparece, dando lugar ao cálculo de benefícios e responsabilidades. As relações transformam-se num projeto empresarial com regras claras de cooperação.
A intuição diz muitas vezes a verdade muito antes de os factos se tornarem óbvios. Pode ser difícil ouvir esta voz devido ao medo da mudança.
As tentativas de recuperar o interesse através do entretenimento têm apenas um efeito de alívio temporário. O problema é mais profundo do que apenas o tédio ou o cansaço da rotina.
Os parceiros começam a evitar o contacto visual porque há um vazio a ser visto. Este contacto torna-se demasiado doloroso para ambos os participantes no processo.
Os terapeutas observam que preservar a união para o bem dos filhos muitas vezes é mais prejudicial para todos. As crianças sentem a falsidade e copiam o padrão de relações frias no futuro.
Reconhecer o fim exige coragem para não desperdiçar anos de vida na ilusão da felicidade. Ser honesto consigo mesmo é o primeiro passo para a libertação de ambos.
Por vezes, o amor transforma-se em amizade e isso também é uma opção. Nem todas as relações têm de acabar em tragédia ou em insultos mútuos.
É importante dar-se tempo para viver a dor da perda sem tentar preencher o vazio. A higiene emocional é necessária para a saúde da vida pessoal futura.
A análise dos erros ajuda a evitar a repetição de cenários anteriores nas próximas tentativas da família. O trabalho sobre si próprio continua mesmo depois de terminada a fase ativa.
O afastamento do amor nem sempre é culpa de um dos parceiros, por vezes os caminhos divergem naturalmente. A aceitação deste facto reduz o nível de agressividade e de reivindicações mútuas.
A vida continua depois de uma separação, trazendo novos significados e oportunidades de crescimento. O principal é manter o respeito pela fase passada e a gratidão pela experiência vivida.
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