Esta afirmação foi feita pelo médico espanhol José Manuel Felises, citado pelo ABC.
A polinose é causada por uma reação do sistema imunitário ao pólen das plantas durante a floração. Quando o pólen entra no organismo, o sistema imunitário considera-o uma ameaça e começa a produzir ativamente anticorpos, em especial imunoglobulinas do tipo IgE. De acordo com o médico, a alergia ao pólen ocorre em cerca de 15 por cento da população em geral, mas nas últimas décadas os jovens são mais susceptíveis de serem afectados.
Segundo Felises, é esta maior atividade do sistema imunitário que pode explicar em parte o efeito protetor anticancerígeno.
Comparou o seu trabalho a um “guarda de segurança hiperativo” que está particularmente atento a quaisquer alterações suspeitas no organismo.
“O sistema imunitário torna-se mais vigilante e eficaz na deteção de células anormais e pode destruí-las antes de se fundirem num tumor”, explica o médico.
Felises observou também que as alergias podem ser uma espécie de “efeito secundário” de uma defesa imunitária ativa. Segundo ele, o corpo sacrifica o conforto durante a época de floração para um controlo anti-tumoral mais potente.
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